"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.

24 de março de 2009

O mundo é da mulher de 30 anos

O que o desfile de inverno 2010 da Chanel, a campanha de verão 09 da Valentino e a capa da Cosmopolitan deste mês (uma das revistas femininas que mais vende no mundo e é a líder de faturamento da editora Hearst) têm em comum? Uma mulher de trinta anos – ou mais.

Foi Karen Elson (30) que abriu a apresentação da marca francesa e é Stephanie Seymour o rosto na publicidade italiana – detalhe: ela já tem quase 40! Kate Moss (35), Claudia Schiffer (38) e Naomi Campbell (38) são outras que estão nos outdoors mundo afora. Já na publicação americana, é Marisa Miller (30), que está dando dicas de ginástica. E no mês anterior, a capa foi com a atriz Ali Larter (33).

Mas seria coincidência? Para Liliana Gomes, diretora da Joy Models, não. As mulheres de 30 – principalmente as tops de um nome só nos anos 1990 (Naomi, Claudia, Linda, Christy, Cindy) – estão aí por três motivos: a moda não tem produzido mais modelos desse nível, os computadores podem corrigir pequenas imperfeições, como rugas e olheiras (o que as coloca lado a lado às garotas de 16), e o mercado atende atualmente a um público maior. “A mulher bem sucedida hoje tem 50 anos. Não é o adolescente que consome Louis Vuitton e Hermès, por exemplo, é essa mulher adulta”, explica.

Quem concorda com ela é Monica Monteiro, agente de modelos há 25 anos no mercado. Para ela, outro fator é que as tops das antigas causam mais furor. “Não adianta nada ser novinha, linda, cobrar um cachê mais baixo, mas não chamar tanto a atenção”, diz. Caminho natural, então, para que marcas tradicionais retornem à certeza dos rostos mais famosos na hora de anunciar em tempos de crise – nenhum passo pode ser em falso, não é mesmo?

Mas, se os ventos do hemisfério norte são bastante favoráveis às balzaquianas, por aqui, é bem diferente. Exceto por modelos-musa como Geanine Marques e Luciana Curtis (32), é difícil vê-las nas passarelas. “O Brasil é preconceituoso”, dispara Cássia Ávila (34), que foi modelo por 20 anos e agora apresenta o programa Hiperativa, na TV iG. Segundo ela, aqui as pessoas têm medo. “Ai, será que ponho na campanha? Ai, ela está velha” é o que mais se ouve. Mas é ela que indica qual seriam as respostas para essas questões: “Essa semana mesmo fiz uma foto para uma revista com a Silene (Zepter, 37), que eu não via fazia tempo, e ela está idêntica!”, diz Cássia.

Aliás, a tal foto tinha uma tropa de ex-modelos brasileiras, além das duas, Lara Gerin (37), Claudia Liz (38), Chiara Gadaleta e Beth Prado – todas que encontraram outras profissões depois dos 30 e só modelam esporadicamente.

Como lembrou Monica Monteiro, por aqui, “só celebridade acima dos 30 faz publicidade de moda”. Na agência que ela cuida, por exemplo, há uma modelo com 30 e outra com 40, num casting com mais de 50 mulheres. Credita-se a pouca valorização das mulheres mais velhas nas campanhas de moda no Brasil o fato do país ser considerado jovem. Mas, segundo dados de 2008 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população adulta está aumentando e o quadro pode se inverter. "O avanço da medicina e as melhorias nas condições gerais de vida da população repercutem no sentido de elevar a média de vida do brasileiro”. Pois bem, é preciso abrir o olho – e rápido.

Maíra Goldschmidt


Bolsa Victor Hugo (ORIGINAL)

R$ 150,00



Bolsa Louis Vuitton (RÉPLICA)
R$ 100,00














Aprendendo a perceber bolsas Louis Vuitton falsas
A grande maioria dos vendedores de bolsas verdadeiras não as vende por um preço excessivamente baixo. Existem muitos vendendores no ML anunciando bolsas LV novas a preços muito inferiores aos praticados nas lojas.

Ninguém em sã consciência compra uma bolsa LV por 2000 a 3000 reais e a vende por 450, com plástico na alça.

Desconfie também daqueles que dizem que a bolsa foi presente, e portanto não possuem a nota fiscal. Um presente neste valor só tem garantia se a nota fiscal foi apresentada. E depois, fica muito fácil dizer que ganhou de presente: ninguém mais questiona sobre a garantia e pronto. Não seja uma vítima fácil.

As bolsas LV originais monograma possuem alças em couro cru, que vão escurecendo com o tempo. Os modelos monograma são de lona (e não de couro como os desavisados teimam em dizer). Vendedor que anuncia bolsa monograma e diz que é 100% couro mostra que não conhece nada de LV, e dificilmente estará vendendo um produto original.

LVs originas podem ser de couro EPI (um couro riscadinho), lona ou jeans, além de outros materiais menos comuns.

Têm fechos dourados e banhados a ouro. TODAS AS BOLSAS E CARTEIRAS sem exceção possuem número de série. Caso esteja interessado(a) em adquirir uma LV pelo ML, questione ao vendedor qual o número de série da bolsa. Esses números a identificam como verdadeira, e ficam escondidos em algum lugar da bolsa ou carteira, e este lugar varia de acordo com o modelo. É um número composto por 2 letras e 4 números, e nada tem a ver com aquele número que vem num cartãozinho de papelão. Este número deve estar gravado no couro da própria bolsa.

Fique atento também ao acabamento. As bolsas de 2a linha têm um acabamento deplorável, e as de primeira se aproximam mais das originais. A costura, o zíper, os elioses da bolsa, e a própria tonalidade.

Couro tem cheiro de couro. Se a alça da bolsa não cheira couro, é material sintético. A LV não utiliza couro sintético.

A LV não pendura etiquetas nas alças e nem coloca plásticos nas bolsas. As bolsas são armazenadas em gavetões nas estantes das lojas, e ao adquirir uma, virá somente com um saquinho protetor, de feltro ou material semelhante.

Se estiver na mesma cidade do vendedor, peça para retirar a bolsa pessoalmente, e pergunte se a pessoa o acompanharia até a loja, caso tenha uma em sua cidade.

Questione ao vendedor o nome correto do modelo, e pesquise-o em sites como o e-luxury.com, ou o www.mypoupette.com, que inclusive tem fotos de bolsas originais e falsas, com descrição em inglês.

Outro item de extrema importância é a quantidade de qualificações do usuário. Veja se são boas. Geralmente usuários que vendem produtos falsos criam também usuários falsos. Porque aí se isentam da responsabilidade. Envie diversas perguntas, tire todas as suas dúvidas. Se o usuário se ofender sem razão, existe grande possibilidade de estar vendendo gato por lebre.

Não se deixe enganar: é melhor você comprar uma bolsa sem marca do que uma LV falsa e fazer feio. Quem conhece, sabe distinguir uma réplica de longe.

Ë se você não se importa de usar réplicas, ao menos pague por elas o preço de réplicas. Comprar uma réplica a preço de original é inadmissível.

13 de março de 2009

A Estética Eco-Friendly como Destaque da Moda Mineira


O desafio de criar roupas com apelo de respeito ao meio ambiente não é privilégio das grandes marcas e conceituadas grifes. Estudantes de Estilismo e de Design de Moda de Belo Horizonte provaram que com idéias inovadoras, doses de talento e criatividade é possível transformar lixo em luxo. Batizado de Minas Eco Fashion, o evento promovido pelo Minas Shopping apostou pela segunda vez na sustentabilidade para exibir looks do Verão 2009. Na passarela verde do salão do Ouro Minas Hotel, onde aconteceram os desfiles, a temporada pediu passagem com roupas garimpadas diretamente das lojas de departamentos, grifes mineiras e peças com assinatura de jovens talentos da moda para o guarda-roupa de todos nós.A possibilidade de preservar a natureza sem escorregar na elegância abriu passagem para o púbico, de cerca de 1,5 mil pessoas, deliciar-se com roupas usáveis e com a presença dos globais Erik Marmo e Paola Oliveira, que desfilou exclusivamente para a loja de departamentos Riachuelo.Durante dois dias de evento, 6 e 7 de outubro, a sustentabilidade deu o tom às apresentações e à concepção de alguns ambientes do evento. Exemplo da sala VIP para a imprensa, projetada pelas arquitetas Amanda Haddad e Juliana Faria, que apresentou piso de placas de pneus prensados, decoração com cachepôs de bambu, vasos de papel jornal reaproveitado e pufes de fibra de bananeira e borracha de pneu, além de móveis de madeira de demolição.Em consonância com a criação de produtos ecologicamente corretos, o evento reiterou a proposta sustentabilidade inserindo a mesma como tema do concurso Novos Talentos.O campeão da noite de terça-feira, o estudante da Uni-BH Raphael Gonçalves Ribeiro, 23 anos, arrebanhou o prêmio de R$ 3,5 mil. Em segundo lugar, a dupla Juliana Antunes Pádua e Laís Torres de Melo embolsou R$ 2, 5 mil com a minicoleção Urban Trash. Já a estudante Pâmela Cordeiro, 20 anos, do curso de Estilismo da UFMG, ficou na terceira colocação, recebendo o valor de R$ 2,5 mil. Cada uma das três peças criadas pelos vencedores será leiloada em ação beneficente. A quantia arrecadada será revertida para a Associação de Trabalhadores em Materiais Recicláveis da Pampulha (Astemarp), responsável pela reciclagem da metade do lixo produzido no Minas Shopping.Mergulhados na estética eco-friendly que assola o planeta, os estudantes selecionados transformaram sacos de lixo em textura que lembra couro, traduziram o corpete através das tramas do tricô de sacolas plásticas, recriaram o look melindrosa a partir do reaproveitamento de presilhas de calças e experimentaram mil outras possibilidades em materiais reaproveitáveis.A criatividade pediu passagem na coleção Costura Plastificada, de Raphael Ribeiro. O estudante reuniu mais de 1,5 mil sacolas de supermercado e cerca de 100 sacos de lixo com capacidade de 60 litros cada, para decorar saia godê, colete e coktail dress. Abrindo mão da dupla infalível linha e agulha, Raphael estruturou suas roupas com cola plástica. Antes disso, no entanto, ele queimou o plástico, o recortou em círculos do mesmo tamanho e usou o material como uma espécie de segunda pele sobre o TNT, base das roupas. Não satisfeito, forrou os looks com algodão. O resultado é um encantador efeito preto e branco.A dupla Juliana e Laís também sentiu-se instigada pelas experimentações realizadas no plástico dos sacos de lixo. Depois de lavado, o material, segundo elas, recebeu intervenções comuns ao tecido propriamente dito, ou seja, costuras pespontos e amassados. O que mais chama a atenção, no entanto, são as interferências em círculos que brincam pelo vestido frente-única em plástico e que mais lembram escamas de couro. A calça sarouel agregou nova linguagem com embalagem texturizada e pespontos distribuídos ao longo da mesma. Diante do dilema “o que fazer com tantas presilhas de calças que sobram das confecções e fábricas?”, Pâmela Cordeiro apostou no reaproveitamento como estética de sua minicoleção. A estudante percorreu fábricas e garimpou sobras, ou melhor, sete quilos de presilhas de calças, shorts e bermudas. O material ora reaparece revigorado em cascata de franjas que passeia pelo vestido melindrosa, ora como trama do colete todo construído em passante. Nem o corpete com anquinha Maria Antonieta nem a saia balonê em versão Helena de Tróia se furtaram ao uso do material no look “Mulheres Guerreiras”. Também não ficaram de fora sandálias modelo gladiadora, rasteirinha e anabela construídas ou customizadas em tiras de passantes.O concurso “Novos Talentos” selecionou dez trabalhos, entre 40 inscrições recebidas. Segundo a produtora de moda e idealizadora do concurso, Zoka Vassalo, os jurados avaliaram criatividade, viabilidade de criação e a proposta da coleção, entre outros quesitos.

Lady Campos Jornalista de Moda

A

Sem medo de Brechós



O Chic garimpou 10 ótimos paletós do namorado.
Em brechós!
13.03.2009

A palavra paletó já quis dizer um pouco de tudo: da sobrecasaca masculina ao sobretudo pesado no século XIX; do casaquinho curto e feminino à peça de workwear no século XX. Agora, no entanto, quando você ouvir alguém falar de um paletó, ele será, sem dúvida, um paletó do namorado.Longo, largo e com ombros marcados, o paletó já fez o circuito passarelas-lojas e se consolidou como hit, tanto nas coleções de verão como nas de inverno, dentro e fora do Brasil.Como a peça foi resgatada diretamente dos anos 1980, fica fácil saber onde encontrar a peça com facilidade - e pagando barato: nos brechós. Seja em uma modelagem tradicionalmente masculina, ou num verdadeiro modelo vintage feminino, são várias as opções de paletó do namorado de segunda mão. Veja cinco bons exemplos ao lado. Antes de garimpar o seu, preste atenção em alguns detalhes:. Peças assinadas são fáceis de achar, basta gastar um tempo a mais no meio das araras.. Peças assinadas com defeitos e manchas são ainda mais fáceis de achar: confira a parte interna e externa da peça antes de comprá-la.. Não se assuste: dependendo da etiqueta, um paletó usado pode custar tanto ou mais do que um novinho em folha.. Sem medo de brechó: comprando uma peça usada você colabora com a tendência eco-friendly.. Inclua no custo da peça eventuais reparos e a conta da lavanderia, que vai cuidar direito de seu paletó antes de você colocá-lo em uso.. Nem pense em tirar as ombreiras.. Prove absolutamente tudo antes de comprar para não se arrepender de ter acreditado cegamente na tendência.Antonia Petta

4 de março de 2009

CUSTOMIZAÇÃO


O que é customização?

A palavra customização, que até pouco tempo não existia na língua portuguesa, foi criada para traduzir uma expressão em inglês – custom made - significa então sob medida. Tudo indica que essa proposta nasceu com o movimento hippie na década de 60, com o advento dos processos artesanais e o desenvolvimento de técnicas de tingimentos de tecidos, trabalhos com retalhos (patchwork) contribuindo para personalização das peças. (PALOMINO, 2002)Nessa onda, customizar significa reciclar, transformar o básico numa nova peça, única, exclusiva, seja com recortes, apliques, costuras decorativas, lantejoulas, pedrarias, babados, botões, tingimentos, pinturas, dentre outras infinidades de maneiras e materiais utilizáveis. É um verdadeiro “vale tudo” para a obtenção de roupas e acessórios únicos, diferentes daqueles produzidos em série. Pode ser feito através de técnicas somente manuais, técnicas à máquina, colada, silkada, cortada, como também usando todas as técnicas necessárias e possíveis para um bom resultado estético harmonioso. Na opinião de Vicent-Ricard (1989), a conseqüência imediata do fenômeno foi o surgimento e o fortalecimento de um poder específico, capaz de desorganizar tudo: a iniciativa criadora e personalíssima do consumidor, que permite a cada um exercer sua própria criatividade em função de sua imaginação e de suas visões.

3 de março de 2009

Querer e poder

Querer é mesmo poder?
:: Flávio Gikovate ::
- As pessoas mais persistentes acabam indo mais longe do que aquelas que ora querem uma coisa ora querem outra. Mas não basta ter um projeto em nossa mente para que ele se concretize.A afirmação querer é poder pressupõe a concepção de que a vontade da nossa razão é soberana. Ela admite que basta que nossa mente construa um projeto e passe a perseguir esta meta para que todo o resto do organismo a siga. Assim, as pessoas não alcançariam um determinado resultado, não porque o querer não seja suficiente, mas porque o querer delas não seria bastante forte. Não desprezo, em hipótese alguma, a eficiência da razão e a importância de se querer muito uma coisa ou uma situação, para que se tenha mais chance de chegar lá. Não desprezo também os chamados poderes paranormais da mente, de tal forma que é possível que o querer muito abra portas para que um determinado evento aconteça.Porém, acho fundamental fazermos algumas ressalvas a respeito desse assunto. A primeira delas é que não se deve incluir no querer coisas ou atitudes que dependam da vontade de outras pessoas. Por exemplo, posso querer muito ganhar num jogo de bingo domingo no clube. É possível até que a força da minha razão aumente as minhas chances de isto acontecer. Mas não acho que se possa querer muito que uma determinada moça – ou rapaz – passe a se interessar pela gente. Tenho todo o direito de tentar me aproximar das pessoas que despertam em mim a admiração e o interesse. Mas tenho o dever de respeitá-las, de modo que não me resta alternativa senão me afastar quando não encontro reações favoráveis à minha aproximação. Quando se trata dos direitos das outras pessoas, querer não é poder. Não posso dizer: Tudo o que eu quero eu consigo quando este tudo é um ser humano.Na realidade, as pessoas sempre tomam o cuidado de querer coisas até certo ponto possíveis. Caso contrário seria óbvio que querer não é poder. Querer ter um helicóptero está longe de adquiri-lo! Agora, as coisas materiais – e outras conquistas que não sejam as de seres humanos – nos chegam mais facilmente quando a queremos com fervor e persistência. Ou seja, as pessoas mais determinadas e que mudam menos de opinião, acabam indo mais longe que aquelas que ora querem uma coisa, ora querem outra. Esta última atitude, que é a mais comum, acaba por provocar uma dispersão de energia psíquica, de forma que é bem menos provável que se atinja resultados muito positivos. É o que se quer transmitir quando se fala da mula que ficou indecisa diante de dois montes de feno. Não sabendo qual dos dois comer, acabou morrendo de fome!A ressalva mais importante que eu queria fazer é a de que não são raras as situações nas quais se quer muito um determinado resultado, mas não se tem condições emocionais para sustentá-lo. Eu posso querer ser promovido rapidamente para a direção da empresa onde trabalho. Mas é preciso ver se tenho competência emocional para arcar com este grau de responsabilidade e de obrigações. É preciso ver se eu posso assumir o cargo que tanto quero. Se não estiver pronto para ele, isso poderá me pesar tanto que não será incomum que eu venha a ter, por exemplo, minha saúde arruinada. O indivíduo que está numa posição que quer, mas não pode sofre de insônia, dores de estômago, dores de cabeça fortíssimas, palpitações cardíacas, falta de ar e, em situações extremas, poderá até mesmo chegar a ter um infarto do miocárdio ou um derrame. Estar maduro para assumir uma determinada função significa ter a competência técnica necessária e também estar psicologicamente apto às responsabilidades e tensões próprias daquele cargo.Existe a possibilidade, portanto, de acontecer que a gente deseje muito uma coisa ou situação e ainda não possa ter ou estar nela. Nesses casos, querer definitivamente não é poder. Será necessário um grande trabalho interior para que se processe o desenvolvimento íntimo que criará as condições para o exercício daquilo que se quer. A situação mais importante em que isso costuma acontecer é no amor. Muitas pessoas encontram um par com o qual se identificam muito intensamente. Nesses casos, se desenvolve um encantamento amoroso de forte intensidade, coisa que é do enorme agrado da razão. As pessoas assim, apaixonadas, querem muito ficar o tempo todo umas com as outras. Mas começam a ter várias reações emocionais que denunciam que ainda não são competentes para a realização do seu desejo amoroso. Começam a ficar com muito medo de que alguma coisa ruim irá acontecer. Começam a ter ciúmes desproporcionais aos riscos. Começam a procurar pêlo em casca de ovo, ou seja, pretextos menores para justificar a falta de coragem para ficar juntas. Perdem o sono e o apetite, ficam muito nervosas, não pensam em outra coisa, ficam completamente obcecadas pelo assunto e não conseguem se decidir por coisa alguma. Esses dados indicam que ainda não estão emocionalmente preparadas para uma relação amorosa de grande intensidade. Terão que andar mais devagar e ir se acostumando aos poucos com a nova situação, de modo a um dia estarem em condições de poder agir conforme seu querer.